Quando completava 30 anos de sua primeira aparição nos quadrinhos, o Venom ganhou o seu primeiro filme solo nos cinemas. Após aparecer em Homem-Aranha 3 em 2007 e ser interpretado pelo ator Topher Grace, o anti-herói da Marvel seria reimaginado numa versão voltada para um público muito específico, agora estrelada por Tom Hardy.
Apesar de estar em desenvolvimento desde 2007, muitos anos se passaram e várias pessoas deixaram o projeto. Um exemplo foi o próprio Topher Grace, que era dado como certo para retornar ao papel após o terceiro filme do Homem-Aranha, o que acabou não acontecendo, abrindo espaço para a escalação de Tom Hardy.

Tom Hardy revelou em entrevistas que o motivo de ter aceitado o papel de Venom veio do seu filho, Louis Thomas Hardy. Segundo o ator, Louis é muito fã do personagem nos quadrinhos, e ele sentiu que este era o tipo de filme que poderia fazer para agradar o filho, que ainda o ajudou com muitas referências das histórias em quadrinhos que conhecia.
Antes de interpretar Eddie Brock e o Venom nos cinemas, Tom Hardy já era conhecido por outra atuação em filmes de super-heróis. Não se tratava de um personagem da Marvel, mas o ator interpretou o vilão Bane em Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge, lançado em 2012.

O longa de 2018 basicamente se resume a uma história de origem do vilão, que aqui também assume uma posição de anti-herói, assim como em suas últimas aparições nos quadrinhos da Marvel Comics. Nele, somos apresentados a Eddie Brock, um jornalista investigativo cujo objetivo é denunciar as mazelas que os poderosos impõem aos menos influentes e com menor poder aquisitivo. Para uma de suas reportagens, ele acaba sendo enviado para entrevistar Carlton Drake, o líder da Fundação Vida, que realiza pesquisas e experimentos nada éticos.
Assim como nas páginas dos quadrinhos, a Fundação Vida tem uma relação central na origem do anti-herói nos cinemas. Como se sabe, a organização é responsável por criar alguns dos simbiontes mais conhecidos do Universo Marvel: Grito, Açoitador, Agonia, Fago e Revolta.
Carlton Drake, interpretado por Riz Ahmed, é uma figura excêntrica que logo nas primeiras cenas do filme é estabelecido como o vilão egocêntrico responsável pela origem dos simbiontes na Terra. No clímax, Drake se torna Riot, outro simbionte muito conhecido das publicações da Marvel.

Um dos desafios da produção foram as filmagens dos diálogos entre o Venom e Eddie Brock. Para solucionar isso, o diretor Ruben Fleischer encontrou uma saída interessante: todas as falas do simbionte foram gravadas com antecedência, e Tom Hardy usava um fone de ouvido no set para interagir com a voz do monstro, que posteriormente foi refinada na pós-produção.
Ao ser lançado em 2018, Venom foi um dos primeiros longas associados ao acordo da Sony para a utilização do Homem-Aranha. Em algumas entrevistas, a produtora Amy Pascal dava a entender que o filme poderia se conectar com o Universo Cinematográfico da Marvel (MCU), algo que, no final das contas, nunca aconteceu daquela forma.
Quando se trata de arrecadação nas bilheterias, Venom foi um estrondoso sucesso, faturando mais de 856 milhões de dólares em todo o mundo. No entanto, muitos fãs e críticos não gostaram do resultado final: para nível de comparação, a aprovação da crítica no Rotten Tomatoes ficou em 30%, enquanto a do público alcançou 81%.

O sucesso comercial foi mais do que suficiente para garantir a continuidade da franquia nas telonas. Venom: Tempo de Carnificina foi lançado em 2021, após ser adiado devido à pandemia de Covid-19 — uma continuação cuja trama já havia sido antecipada na cena pós-créditos do primeiro filme, confirmando a chegada de uma versão do Carnificina aos cinemas.
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